María Corina Machado convoca protestos na Venezuela para exigir data das eleições presidenciais
Oposição também cobra libertação de presos políticos e retorno da líder ao país

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, voltou a convocar a população para protestos em todo o país nesta quinta-feira, 22 de outubro de 2026. A mobilização tem como principal objetivo pressionar as autoridades a definirem uma data para as próximas eleições presidenciais.
Em mensagem divulgada nas redes sociais, Machado incentivou os venezuelanos a participarem das manifestações e afirmou que a mobilização popular é fundamental para o futuro político do país. A concentração em Caracas está prevista para as 16h, no horário local, na região da Plaza Venezuela.
Oposição apresenta três principais reivindicações
A mobilização, organizada pelo partido Vente Venezuela e apoiada por setores da oposição, reúne reivindicações relacionadas ao processo político venezuelano. Entre elas estão:
- Definição do calendário eleitoral: a oposição exige uma data para as eleições presidenciais e defende que o pleito aconteça em 2027.
- Retorno de María Corina Machado: os manifestantes pedem que a dirigente possa retornar com segurança à Venezuela.
- Libertação dos presos políticos: a oposição cobra a soltura de pessoas detidas por razões políticas.
O movimento também apoia a proposta de realização das eleições presidenciais em 24 de julho de 2027, data que coincide com o nascimento de Simón Bolívar, figura histórica da independência de vários países sul-americanos.
Governo ainda não definiu a data
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou anteriormente que haverá eleições, mas não apresentou uma data específica. A falta de um calendário eleitoral mantém a pressão de setores opositores por esclarecimentos sobre os próximos passos da transição política.
María Corina Machado permanece fora do país desde dezembro de 2025 e tem defendido uma mobilização cívica para pressionar por mudanças políticas.
A manifestação desta quinta-feira ocorre em meio às disputas sobre o calendário eleitoral, as garantias democráticas e a situação dos presos políticos. A dimensão dos atos e as respostas das autoridades poderão influenciar os próximos desdobramentos do cenário político venezuelano.